Médico em consulta com paciente — plano de saúde negou cobertura

Negativas de planos de saúde são uma das principais causas de ações judiciais no Brasil. Em muitos casos, a negativa é ilegal. (Foto: Unsplash)

Situação de emergência?

Se seu familiar está hospitalizado ou a cirurgia é urgente, não perca tempo lendo tudo agora. Chame no WhatsApp agora. Em casos urgentes, é possível obter liminar judicial em horas, obrigando o plano a autorizar o procedimento imediatamente.

Quando a Negativa de Cobertura é Ilegal?

O plano de saúde não pode negar qualquer coisa que queira. Existem regras claras da ANS e da Justiça. Veja as situações mais comuns de negativa ilegal:

Negativas ilegais
  • Procedimento está no Rol da ANS e foi prescrito pelo médico
  • Internação em emergência ou urgência (carência não se aplica)
  • Medicamento prescrito pelo médico assistente sem equivalente coberto
  • Negativa de cobertura de doenças preexistentes após 24 meses de contrato
  • Cobrança de carência em situação de urgência ou emergência
  • Negar tratamento de câncer ou doenças graves cobertos pelo Rol
  • Trocar plano sem autorização e perder cobertura anterior
ADI 7.265 do STF — o julgamento que mudou tudo

O STF decidiu que o Rol de Procedimentos da ANS não é taxativo para situações sem alternativa terapêutica. Isso significa que, mesmo que o procedimento não esteja na lista, se o médico prescreveu e não há equivalente coberto, o plano é obrigado a cobrir. Os tribunais têm aplicado esse entendimento de forma cada vez mais ampla.

O Que Fazer Quando o Plano Nega?

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Exija a negativa por escrito

O plano é obrigado a fornecer a recusa formal com o código CID, o procedimento negado e o motivo. Sem isso, ligue e peça protocolo — grave a ligação se possível.

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Reúna os documentos médicos

Prescrição médica com CRM, laudos, exames, relatório explicando a necessidade do procedimento. Quanto mais completo o prontuário, mais forte a ação judicial.

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Registre reclamação na ANS

Acesse gov.br/ans e registre a reclamação. A ANS pode mediar o conflito e até aplicar notificação ao plano. Em casos urgentes, use a ouvidoria da ANS: 0800-701-9656.

4

Consulte um advogado especialista em saúde

Com os documentos em mãos, um advogado avalia a ilegalidade da negativa e, se for caso urgente, entra com ação pedindo liminar para o juiz obrigar o plano a autorizar imediatamente.

5

Aguarde a liminar (casos urgentes: pode vir em horas)

Em situações de risco de vida, juízes costumam conceder a tutela de urgência de plantão — inclusive à noite e nos fins de semana. É possível obter a autorização em menos de 24h.

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Como Funciona a Liminar Contra o Plano de Saúde?

A tutela de urgência (liminar) é uma ordem judicial que o juiz pode conceder antes do julgamento final do processo. Ela obriga o plano a autorizar o procedimento agora, enquanto o processo corre.

Para obter a liminar, o advogado precisa demonstrar dois requisitos:

  • Probabilidade do direito: que a negativa é ilegal (procedimento no Rol, prescrição médica etc.)
  • Perigo de dano: que esperar pode causar dano irreparável à saúde do paciente

Em casos de urgência ou risco de vida, o segundo requisito é facilmente demonstrado — e o juiz costuma agir rapidamente. A liminar pode ser concedida em plantão judicial, inclusive à noite e nos finais de semana, quando há risco de vida comprovado.

Profissional de saúde em hospital analisando documentos

Em casos urgentes, é possível obter decisão judicial obrigando o plano a autorizar o procedimento em horas — inclusive à noite e nos finais de semana. (Foto: Unsplash)

Tenho Direito a Indenização Além do Procedimento?

Sim, na maioria dos casos. Quando o plano nega cobertura de forma ilegal — especialmente em situações que colocam a saúde do paciente em risco —, o consumidor tem direito a indenização por danos morais além da obrigação de cobertura.

Os valores de indenização por negativa ilegal de plano de saúde variam bastante, mas costumam ficar na faixa de:

  • R$ 5.000 a R$ 10.000: negativa de exame ou consulta não urgente
  • R$ 10.000 a R$ 20.000: negativa de cirurgia ou internação
  • R$ 15.000 a R$ 30.000+: negativa em situação de risco de vida ou que causou piora grave no quadro de saúde
E se eu paguei do próprio bolso?

Se você realizou o procedimento às suas custas porque não tinha tempo de esperar a Justiça, tem direito ao reembolso integral dos valores pagos mais a indenização por danos morais. Guarde todos os recibos e notas fiscais.

O Plano Pode Negar por Carência?

Depende da situação. A lei é clara:

  • Urgência/emergência: sem carência — o plano é obrigado a cobrir imediatamente, mesmo se você contratou ontem. (Até 12h para emergência, até 24h para urgência)
  • Doenças preexistentes: o plano pode colocar carência de até 24 meses para doenças declaradas na contratação
  • Demais procedimentos eletivos: carência máxima de 30 dias (consultas), 180 dias (cirurgias) ou 300 dias (obstetrícia)

Se o plano cobrou carência em situação que a lei proíbe, você pode processar e pedir indenização por todos os gastos que teve.

Perguntas Frequentes

Depende. Se o procedimento está no Rol de Procedimentos da ANS e foi prescrito pelo médico, a negativa é ilegal. Mesmo procedimentos fora do Rol podem ser cobertos se não houver alternativa terapêutica equivalente, conforme entendimento dos tribunais após a ADI 7.265 do STF.
Com um advogado especialista, é possível entrar com ação judicial pedindo tutela de urgência. Em casos graves com risco de vida, o juiz pode conceder a decisão em horas, obrigando o plano a autorizar. São necessários: prescrição médica, laudos, negativa formal do plano e relatório médico de urgência.
Não automaticamente. Após a ADI 7.265 do STF, medicamentos sem registro no Rol da ANS podem ser cobertos se prescritos pelo médico assistente e não houver equivalente terapêutico coberto. Os tribunais têm dado decisões favoráveis aos consumidores nesses casos.
Não. Em urgência e emergência, a carência é suspensa por lei. O plano é obrigado a cobrir o atendimento imediatamente, independentemente de há quanto tempo você é cliente. Se cobrou carência em emergência, a cobrança é ilegal e gera direito a reembolso e indenização.
Sim. Se a negativa era ilegal, você tem direito ao reembolso integral dos valores pagos, mais indenização por danos morais. Guarde todos os recibos, notas fiscais e comprovantes de pagamento — são sua prova principal.
Sim, na maioria dos casos de negativa ilegal. Os valores costumam variar entre R$ 5.000 e R$ 30.000, dependendo da gravidade da situação, do sofrimento causado e se houve risco de vida. Em situações onde o paciente chegou a ter piora do quadro por falta de tratamento, os valores tendem a ser maiores.